quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O que é a Beleza?

Nessa postagem pretendo abordar introdutoriamente o tema da beleza de um ponto de vista filosófico. Começo mostrando por que não vale a pena perguntar o que é "a beleza", mas sim apenas o que significa dizer que um objeto é belo, ou, melhor ainda, o que torna um objeto belo distinto de um objeto não belo (1). Em seguida, exploro uma primeira possibilidade de resposta, a saber, que o objeto belo seja objetivamente distinto do objeto não belo, ou seja, que haja no objeto belo alguma propriedade particular que falta ao objeto não belo, explicando, na sequência, por que essa resposta não é satisfatória (2). Depois, exploro a possibilidade de que o objeto belo seja objetivamente igual ao objeto não belo, mas que o sujeito experimente o objeto belo como distinto do não belo devido a cirscunstâncias puramente subjetivas, mostrando, logo em seguida, por que essa também não é uma resposta satisfatória (3). Finalmente, introduzo a possibilidade de que o objeto belo seja intersubjetivamente distinto do objeto não belo, num sentido tal que algumas de suas propriedades objetivas, valoradas e interpretadas por uma cultura estética comum, possam proporcionar a experiência subetiva do belo a certo número de sujeitos pertencentes àquela cultura (4). Concluo considerando algumas dificuldades e objeções que uma teoria intersubjetivista do belo teria que superar para se afirmar como satisfatória (5).


1. Quando falamos "a beleza", referimo-nos a algo que se assemelha a uma propriedade. Falamos de coisas que "têm" beleza, que "ganham" ou "perdem" beleza, que têm "mais" ou "menos" beleza que outras etc. Isso pode nos induzir a hipostaziar a beleza, quer dizer, a considerá-la precipitadamente como sendo um "atributo" ou "qualidade" que as coisas têm. Ora, mas isso já seria tomar partido na disputa que veremos em seguida, na qual apenas um dos lados afirma que a beleza é uma propriedade objetiva, mas os outros negam essa crença. Por isso, para mantermos postura neutra em relação às posições, não falaremos sobre o que é "a beleza", mas sim sobre o que faz com que identifiquemos um objeto como belo, ou, para ser ainda mais preciso, sobre o que distingue um objeto belo de um objeto não belo. Examinaremos três tipos de resposta para essa questão: uma resposta objetivista, uma resposta subjetivista e uma resposta intersubjetivista. Resumo: Devemos nos perguntar o que distingue um objeto belo de um objeto não belo; há para essa questão três diferentes tipos de resposta.


2. Segundo a resposta objetivista, todo objeto belo tem (e todo objeto não belo não tem) certa propriedade "p" que o torna tal. Essa propriedade "p" seria um propriedade ao mesmo tempo sensível e não corpórea, quer dizer, algo que é perceptível no objeto mas não é uma parte do objeto. Essa propriedade geralmente é proposta como sendo relacional, como uma "intensidade moderada", ou uma "proporção equilibrada", ou uma "unidade de conjunto" etc. Se essa teoria estivesse certa, então todo objeto que tivesse a propriedade "p" seria apreciado como belo por qualquer pessoa normal. Disso se segue a primeira objeção que desafia essa teoria: Então, de onde surgem os desacordos estéticos? Uma possível resposta é que eles surgem de diferenças de aprendizado artístico (alguns são mais bem preparados para apreciar o belo que outros) e de distorções produzidas por elementos subjetivos (experiências pessoais, associações sociais, costumes etc.). Porém, se assim fosse, então os desacordos estéticos seriam todos do tipo em que alguns têm percepção do belo e outros não têm. Mas nem todo desacordo estético é desse tipo. A maioria dos desacordos estéticos, ao contrário, é do tipo em que alguns percebem algumas coisas como belas e outros percebem outras coisas como belas. Isso quer dizer que estes outros possuem experiência do belo, mas essa experiência não os leva a identificar como belos os mesmos objetos que o primeiro grupo de pessoas. Sendo assim, em desacordos desse tipo existem pelo menos duas experiências distintas do belo, de modo que possíveis propriedades que os objetos que o primeiro grupo de pessoas reconhece como belos tenham não produzem a mesma experiência nas pessoas do segundo grupo. Parece necessario supor que não é, então, nenhuma propriedade "p" que torna o objeto em questão belo, mas sim outra coisa, capaz de variar de pessoa para pessoa. Resumo: Para a concepção objetivista, há no objeto alguma propriedade "p" que o torna belo para toda pessoa normal; contudo, tal concepção não consegue prover uma boa explicação para o fenômeno do desacordo estético.


3. A segunda resposta, a subjetivista, afirma que não existe nenhuma propriedade "p" no objeto que o torna belo, mas sim algum elemento subjetivo "s" no sujeito que o torna propenso a reconhecer aquele objeto como belo. Quem fala de "mãe coruja" ou que "quem ama o feio, bonito lhe parece" está se apoiando nessa hipótese. Tome-se o exemplo de uma caneca de cerâmica que, numa circunstância normal, seria para mim um objeto esteticamente indiferente (portanto, não belo), mas que se torna para mim um objeto belo porque me lembra muito a caneca em que minha mãe, hoje distante, me servia leite quando eu era criança, de modo que o afeto e a saudade de minha mãe como que se transferem na forma de estima para essa caneca. Bem, nesse caso, não seria nenhuma propriedade "p" que teria tornado a caneca bela, mas sim um elemento subjetivo "s" (minha lembrança, meu afeto, minha saudade) que teria feito com que um objeto não belo fosse percebido como belo por mim. Ora, como as características e experiências subjetivas variam de um sujeito para o outro, seria preciso agora responder ao desafio oposto ao que se lançou contra a resposta objetivista: Lá se perguntou como era possível o desacodo estético, mas aqui se perguntará como é possível o acordo estético. Como é possível que sujeitos diferentes, com experiências e características subjetivas diferentes, concordem entre si que certas coisas, as mesmas coisas, são belas? Poder-se-ia supor que é o fato de terem experiências ou características subjetivas muito semelhantes. Mas essa resposta não é razoável, porque, então, seria de esperar mais acordo estético entre os que são próximos (parentes, amigos, conterrâneos etc.) e menos entre os que são distantes (desconhecidos, pessoas de outras regiões, de outras épocas, de outra cultura etc.). Ora, mais tanto é verdade que, entre grupos de pessoas com experiências e características subjetivas semelhantes, existem desacordos estéticos, quanto é verdade que entre completos estranhos pode existir um notável acordo estético. É o que permite que, numa mesma escola de música, alguns apreciem Mozart e outros não, mas, em compensação, existam apreciadores de Mozart no mundo inteiro e em diversas épocas e culturas. Parece necessário supor, então, que o que distingue um objeto belo de um objeto não belo não pode nem ser uma propriedade "p" objetiva, que não explicaria o desacordo estético, nem ser um elemento "s" subjetivo, que não explicaria o acordo estético. Resumo: Para a concepção subjetivista, há no sujeito algum elemento subjetivo s que o faz apreciar certos objetos como belos; contudo, tal concepção não consegue prover uma boa explicação para o fenômeno do acordo estético.


4. A terceira resposta, a intersubjetivista, propõe que entre o sujeito apreciador e o objeto apreciado exista a mediação de uma cultura estética compartilhada (CEC) por certo número de sujeitos. Essa CEC consistia numa série de padrões, modelos, critérios e valores (doravante, apenas "referenciais") com uso dos quais o sujeito aprecia o objeto. Esses referenciais da CEC assinalam certas propriedades "p" que os objetos devem ter para serem classificados como belos. Sendo assim, existem propriedades "p" que tornam o objeto belo, mas não por natureza, e sim por convenção, isto é, de acordo com os referenciais da CEC. É em contraste com os referenciais da CEC que motivos puramente subjetivos de apreciação (por exemplo, meus motivos para apreciar aquela caneca de cerâmica) poderão ser considerados simplesmente idiossincráticos e, por isso mesmo, não compartilháveis. A CEC, contudo, não deve ser pensada como um bloco monolítico de referenciais compartilhados por todos os indivíduos de certo tempo e lugar, mas sim - tal como acontece com a língua - como um conjunto de referenciais construídos, reconstruídos, revisados, anulados, substituídos, diversificados, universalizados, particularizados etc. Assim, haveria no mundo diversas CEC's, mas alguns elementos estéticos seriam comuns a todas elas, enquanto outros seriam próprios apenas de algumas. Aqueles elementos comuns a todas elas seriam responsáveis pelos acordos estéticos entre indivíduos de CEC's muito distintas. Numa mesma CEC, contudo, haveria seções e subseções diversas, capazes de explicar também os desacordos estéticos entre indivíduos pertencentes à mesma CEC. Essa explicação, cultural e intersubjetivista, parece ser mais satisfatória que as duas anteriores. Resumo: Para a concepção intersubjetivista, os sujeitos avaliam esteticamente os objetos como belos ou não belos a partir de referenciais vigentes em certas culturas estéticas compartilhadas (CEC's); as CEC's e as semelhanças entre CEC's explicariam os acordos estéticos, enquanto as diferenças entre CEC's e as subdivisões de cada CEC explicariam os desacordos estéticos.


5. Para concluir, devemos apontar algumas dificuldades e objeções que a concepção intersubjetivista enfrenta. Em primeiro lugar, a sua novidade conceitual, a noção de CEC, necessita de um delineamento e um detalhamento mais precisos, sob pena de mantê-la no nível conveniente de vagueza para que sempre se possa expandir ou subdividir cada CEC e assim explicar tudo. Em segundo lugar, a noção de CEC - como a noção sociolinguística de "estrutura", como a noção kuhniana de "paradigma" - parece só ser capaz de explicar juízos estéticos habituais ou tradicionais (deixando de lado manifestações artísticas originais e revolucionárias) e parece favorecer uma visão conservadora da apreciação estética (uma espécie de culto do mesmo, de hostilidade do outro). Ambos os traços a tornam problemática para explicar, por exemplo, a arte moderna, o aprendizado estético, a ampliação de horizontes estéticos, os intercâmbios estéticos interculturais etc. Em terceiro lugar, não fica claro se as CEC's desenvolvem certos referenciais por motivos estéticos ou não estéticos. Por exemplo, é possível que certa CEC valorize danças lentas e harmoniosas, mas fica a pergunta: Essa CEC valoriza esse tipo de dança porque a considera bela ou por algum motivo alheio à estética (por exemplo, isso é útil para aquela sociedade por algum motivo sociológico ou econômico)? A primeira alternativa criaria um círculo: Aquela dança é bela porque é aprovada nos referenciais da CEC, mas os referenciais da CEC aprovam aquela dança porque ela é bela. Já a segunda resposta parece tornar a experiência da beleza uma espécie de autoilusão cultural, uma pseudoexperiência que existe em função de motivos complementamente não estéticos e alheios às consciências dos indivíduos. Sendo assim, corre-se o risco de que a noção de CEC se torne ou redundante (por já pressupor o estético) ou esvaziadora (por descaracterizar o estético enquanto tal). Resumo: A noção de CEC enfrenta as dificuldades de tornar-se mais precisa e explicativa, de explicar fenômenos de criação original e aprendizado estético e de fugir ao dilema de ser ou redundante ou esvaziadora em relação ao belo.

12 comentários:

Linda Cavalcanti Lobato disse...

Bela postagem, André. Para mim a noção de cultura estética compartilhada (CEC) traz mais problemas do que resolve. Na relação do sujeito com a CEC, cabe perguntar: O sujeito assimila os referenciais da CEC apenas por serem socialmente aceitos, ou por reconhecê-los como apontandos adequadamente o que é belo e não belo? Se é por serem socialmente aceitos, então a verdadeira sensibilidade estética simplesmente não existe. Se for por serem adequados, como mostrar isso sem extrapolar os referenciais da CEC? Na relação da CEC com o objeto, cabe perguntar: a CEC seleciona certas propriedades "p" como sinais de beleza arbitrariamente, ou segundo algum propósito estético? Você já mostrou as consequências das duas respostas. Em ambos os casos, vale perguntar: Os referenciais da CEC são simples convenção, os sao defensáveis? Se forem simples convenção, não será isso o fim da estética enquanto tal? E, se forem defensáveis, como o serão sem apelar seja para as propriedades do objeto seja para a experiência do sujeito? Beijos!

Débora Aymoré disse...

Oi, André e Linda, tudo bem com vocês? André, concordo com a Linda, a postagem está muito interessante e, tal como ela, gostaria de propor algumas questões: (1) A primeira já surgiu em outras discussões (acho que na sobre a degustação de vinhos), que tem relação com a proposta intersubjetiva. Ora, normalmente consideramos que na sociedade existem especialistas e não especialistas e, sendo assim, teríamos pessoas mais e menos aptas a oferecer opiniões fundamentadas sobre questões estéticas. Isso vai ao encontro da questão de como chegamos aos tais acordos estéticos intersubjetivos; (2) A segunda questão é mais histórica do que epistemológica. Ora, podemos constatar que diferentes épocas apresentaram diferentes referenciais estéticos. Mas, na medida em que estamos sujeitos aos padrões de nossa época você acha que é possível conhecermos os padrões estéticos do passado? Obrigada pela postagem.

Pedro Camejo disse...

Caramba, eu me sinto até intimidado de postar qualquer comentário aqui. Confesso que já venho visitando o seu blog há algum tempo(mais ou menos seis meses), com alguma frequência. Eu inclusive até o indiquei para alguns conhecidos meus, dado o seu rico conteúdo. Creio que, como estudante universitário recém chegado ao mundo acadêmico (estou apenas no quarto semestre do Curso de Direito da UNAMA), e diante de comentários de pessoas tão entendidas do assunto, como as que aqui comentam, não posso contribuir muito com a discussão, hehehe.
Mas fica aqui os meus sinceros parabéns pelo blog e pelas postagens.
Abraços!

André Coelho disse...

Linda, bem-vinda de volta ao Blog. É um prazer receber comentários seus novamente. Bem, acho que, para responder à sua pergunta, é preciso diferenciar dois níveis de apreciação do juízo estético: a) o nível explicativo, em que se mostra como o juízo que o sujeito faz do objeto se serve de critérios culturais compartilhados; e b) o nível normativo, em que se mostra se os critérios com que o sujeito aprecia o objeto podem ser justificados. De certa forma, esses dois níveis ficam confusos entre si na concepção de uma CEC porque ela pretende cobri-los ao mesmo tempo e acaba tratando-os como a mesma coisa. Isso toca na temática do elitismo, que a Débora levantou em seu comentário e que abordarei na resposta a ela.

André Coelho disse...

Débora, a questão do elitismo - se existe ou não uma classe de experts de arte ou, o que dá no mesmo, se existem juízos estéticos mais justificados que outros - é central para a discussão aqui. Na minha opinião existem, mas é difícil defender isso sem se apoiar em premissas como a do desenvolvimento de um gosto estético distinto da agradabilidade sensível, o que, por sua vez, requereria mostrar que esse gosto não se apoia em padrões meramente convencionais etc. Tudo isso, na minha opinião, é possível e necessário, mas bem difícil de ser conseguido.

André Coelho disse...

Quanto à questão sobre podermos ou não entender os juízos estéticos de épocas passadas, especialmente daquelas que recorriam a CEC diversas da nossa, creio que existe um modo certo e um modo errado de colocar a questão. O modo errado é à la Dilthey: é possível recriar no sujeito do presente os estados de espírito e as experiências subjetivas dos sujeitos do passado tais como estes realmente foram para eles? Para essa pergunta, a resposta é não. Mas nem por isso precisamos ficar no dilema do historiador eterno prisioneiro do presente. O modo certo de colocar a questão é este: É possível termos conhecimento suficiente dos critérios estéticos de outras épocas de modo tal que os juízos estéticos das pessoas daquela época se tornem normais e explicáveis para nós? Essa pergunta já não exige nenhuma "interpenetração de subjetividades", nenhuma "recriação de estados mentais". Exige apenas que saibamos o que significa usar critérios para fazer um juízo estético e que, de posse dos critérios usados no passado, expliquemos os juízos estéticos que eram feitos, ou, ao contrário, de posse dos juízos estéticos que eram feitos no passado, descubramos os critérios que eram usados. Isso me parece bastante possível, sem exigir do historiador a impossível tarefa de re-situar seu espírito numa cultura alheia e estranha.

André Coelho disse...

Caro Pedro Camejo. Rapaz, estás acompanhando esse tempo todo sem fazer nenhum comentário, sem dizer do que gostou, do que não gostou, se ficou com dúvida, se tem alguma sugestão. Bom, deixa estar que pelo agora tu te manifestaste e espero que sigas comentando sempre que alguma postagem te chamar a atenção. Um abraço!

Pedro Camejo disse...

Ok, confesso que tardei um pouco em me manifestar aqui pelo blog. Mas, pela última postagem minha, dou meu sinal de vida e pretendo postar aqui com mais frequência. De início não fiz isso porque tinha apenas começado a visitar o blog, e depois foi por conta do curso (matérias, livros, trabalhos, estágio, enfim). Mas agora estão chegando as férias e com certeza terei mais tempo para visitar o blog. Um abraço.

Ricardo disse...

Caro professor, é uma alegria testemunhar mais uma vez a sua capacidade sobre-humana de síntese e de explanação didática de questões complexas seculares. Parabéns.

Concordo que o conceito de CEC é um tanto vago e limitado, mas ainda acredito que seja superior e menos limitado do que os outros dois. Acredito que é a única possibilidade de defender o belo de maneira não relativista, tal como a hermenêutica faz com a verdade (é verdade dentro daquela tradição, com aqueles símbolos compartilhados e criados naquela comunidade).

Como acredito que a noção de validade de uma teoria seja inseparável da constatação de seus limites, concordo com a Linda e com o senhor acerca das limitações da CEC, mas ainda a considero válida.

Pres. David Naylor disse...

Você não chegou a explicar por que uma teoria da beleza precisa dar conta dos fenômenos do acordo e do desacordo estéticos. Parece-lhe óbvio que sim, mas não é tão óbvio assim. Poder-se-ia pensar que a falta de educação estética leva à confusão da beleza com valores estranhos e menores, como a agradabilidade e a excitação sensorial. Nesse caso, desacordos estéticos entre uma elite educada e o senso comum seriam esperáveis, sem que isso comprometesse a ideia mesma de beleza como objetiva. Se, no entanto, se trata de desacordo entre especialistas, aí me parece que eles não discordam sobre o que é belo e o que é não belo, e sim mantém distintas concepções do que a arte deveria buscar e, por isso, avaliam diferentemente as obras de arte. Isso não é um desacordo estético no sentido que você tratou, é apenas um desacordo intelectual e teórico como qualquer outro em outra área do conhecimento. Esse ponto da sua postagem ficou confuso porque você não diferenciou entre tipos de acordo e desacordo estético e que consequências cada tipo teria para uma teoria da beleza.

felipe disse...

Mto interessante e completa sua postagem, estou estudando a respeito do tema na disciplina de FILOSOFIA no Curso Técnico Integrado em Gestão Cultural.

Abraços, 1° visita aqui : )

Felipe F. Cardoso | Sapucaia do Sul, RS

Loisito de Sousa disse...

Há uma imagem criada pela nossa mente condicionada pela visão temporal marginalizando o valor estético de cada sujeito. Se fecharmos os olhos o objecto desaparece e persiste a imagem gravada pela nossa memória. Portanto estamos num círculo de emitir juízes de valor estético de sujeito para um outro sujeito. Portanto o sujeito espelha o objecto