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Mostrando postagens de Maio, 2010

Novo Blog

Aos que tiverem interesse de acompanhar minha jornada intelectual aqui no Mestrado em Filosofia em Floripa, recomendo tornarem-se seguidores de meu novo blog, o Mestrado Filosofia UFSC . O Filósofo Grego, no entanto, continua normalmente, firme e forte.

Lost: The End

Com diversos e massivos spoilers . Débora e Fernanda: Não leiam até terem visto o fim da série! Escrevi um comentário no Blog Arbítrio do Yúdice , mas gostaria de torná-lo disponível para todos aqui no meu Blog. Dedico essa postagem também ao Davi Garcia e à Juliana Ramanzini, que mantêm o Blog Dude, we are lost , que é, na minha opinião, o que contém os comentários mais bem escritos e penetrantes dos episódios de Lost e que, ao longo desses seis anos, me ajudou bastante a ganhar perspectiva sobre o quadro e o sentido geral da maior série de todos os tempos. Reproduzo abaixo o que escrevi ao Yúdice. Caro Yúdice, antendendo aos seus apelos, venho me manifestar a respeito de Lost . Vou dividir esse comentário em duas partes. Na primeira, tentarei relativizar sua afirmação, feita na postagem Lost: O Fim , da última sexta, 21 de maio de 2010, de que os rumos tomados pelas últimas temporadas do seriado haviam sido decepcionantes em vista das expectativas criadas nas primeiras temp

Promessas

1 - Vou responder aos dois desafiadores comentários do leitor David Naylor às minhas postagens sobre a metáfora cambial e sobre vinhos. A partir da resposta a esta última, vou fazer uma nova postagem. Promessa cumprida 2 - Devo fazer uma postagem sobre a estética kantiana, a qual estive estudando pormenorizadamente para ser capaz de responder aos comentários a que me referi acima. Promessa pendente 3 - Nessa mesma linha, e em homenagem à Fernanda Costa, minha eterna monitora e amiga, vou fazer uma postagem sobre o ético e o estético na contemplação do heroi em obras literárias, com ênfase no épico e no trágico. Algumas notas de Kant me deram boas ideias sobre esse assunto. Promessa pendente

In Memoriam

Hoje chega ao fim a melhor série de todos os tempos. Ave, Lost! Que os Deuses da ficção te recebam na eternidade da memória.

São as Ideias e Emoções Que São Pobres Demais para as Palavras: Argumento pelo Uso de uma Metáfora Cambial

É comum ouvir de alguém que quer compartilhar com outro uma ideia estimulante ou uma emoção intensa a seguinte frase: “As palavras são pobres demais para expressar o que eu gostaria”. Eu, que sou amante das palavras, sempre me incomodei com essa frase. Sempre me pareceu que eram as ideias e as emoções que eram confusas, incompletas, contraditórias, precipitadas, enfim, elas é que eram pobres demais para as palavras, e não o contrário. Mas, colocado em termos de se são as ideias e emoções que são pobres demais para as palavras ou se é o inverso, a questão se transforma numa variante do paradoxo de Tostines, que, para quem não viveu ou não se lembra fim dos anos 80, era o biscoito acerca do qual se levantava a questão: Vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?, e a resposta dependia enormemente de opinião e ponto de vista. Para fugir do paradoxo de Tostines, eu criei uma metáfora, que, porque apela para a imagem de uma conversão entre moedas, chamei de “metáfora

Vinhos e Relativismo: Uma Apreciação Crítica Kantiana

“O melhor vinho do mundo é aquele de que você gosta”. Muito familiar de apreciadores de vinho, frequentemente citada pelos grandes conhecedores, a meu ver, menos como louvor ao relativismo que como um tipo de modesta atenuação do peso de sua expertise, através da concessão à experiência do principiante, essa frase, que nos círculos enófilos já ganhou ares de provérbio sapiencial, pode ser lida de várias maneiras, algumas das quais certamente escapariam a qualquer acusação de subjetivismo. Mas estou aqui interessado numa das suas leituras, exatamente a que acentua sua faceta relativista. Nesse viés, a frase significaria que pouco importam a tradição, a fama ou a classificação do vinho, porque, no fim das contas, o que realmente importaria para que ele fosse bom seria o quanto ele agradaria ao paladar de cada experimentador individual. Quero deixar claro que para mim essa não é a interpretação mais adequada da frase, é apenas a conotação com que quero lidar para fins de discussão nessa p

Uma Teoria da Má Compreensão (A Theory of Misunderstanding)

No terreno das teorias filosóficas, a má compreensão sempre me intrigou. Vou explicar em que esse fenômeno consiste. Um filósofo F defende uma teoria T. De início, T é nova e precisa se confrontar com um ambiente teórico de partida, que pode lhe ser favorável ou desfavorável. Se for favorável, T provavelmente será acolhida e, se for desfavorável, criticada. Até aí tudo normal. Ocorre que, quer seja acolhida, quer seja criticada, aquilo que é acolhido ou criticado nunca é exatamente T, mas sim certa versão V do que T realmente disse. V não é simplesmente uma interpretação possível do que T disse, mas é uma versão simplificada de T, que normalmente compreende mal suas teses, não atenta bem para suas premissas e não capta corretamente as consequências que se pode extrair de T. V é uma espécie de adaptação de T para o consumo em larga escala. E não é que V seja obra do senso comum popular, ela é obra, isso sim, do senso comum acadêmico. O grau em que V se distancia de T pode variar muito d