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Mostrando postagens com o rótulo Esfera Pública

TRANSMISSÃO DAS OLÍMPIADAS PELA REDE RECORD: ENTRE COMEMORAÇÕES, RECLAMAÇÕES E INDIFERENÇAS

Vamos partir de de três fatos incontestáveis: (1) No Brasil, existe um oligopólio da comunicação de TV: Na TV aberta, podemos contar nos dedos das mãos as emissoras que existem, apontar quem são seus donos e quais são seus padrões de programação e de cobertura jornalística. Longe de ser local e pulverizada, a comunicação de TV é predominantemente nacional e concentrada; (2) Dentre estes grandes grupos da TV, a Globo conta com poder econômico e político inigualavelmente maior, sendo a emissora mais assistida em praticamente todos os dias e horários, ditando, com sua programação e cobertura, o padrão com que o público se acostumou a assistir TV no Brasil; e (3) Na última década, o volume de investimento das emissoras concorrentes da Globo têm crescido consideravelmente, ao mesmo tempo em que os antigos orçamentos estratosféricos daquela emissora nos anos 70 e 80 têm dado lugar, nos anos 90 e 2000, a versões mais modestas e supervisadas. É isso que permite a migração de jornalistas...

Habermas: Um Instinto Vanguardista por Relevâncias: Os Intelectuais e seu Público

Procurando por textos de Habermas, deparei-me com esse , bastante recente, integrante da coletânea "Europe: the Faltering Project", de 2009.O texto aborda a questão do declínio da relevância concedida aos intelectuais em tempos de mídia de massa e internet e do papel que os verdadeiros intelectuais ainda podem e devem procurar ter no contexto atual. O texto original está em inglês no link indicado na primeira linha da postagem e segue abaixo uma tradução em português que fiz para os leitores do Blog. As raízes da autocompreensão igualitária dos intelectuais na Alemanha remontam à primeira geração depois de Goethe e Hegel. Os literatos inquietos e livres docentes do círculo da Jovem Alemanha ou da esquerda hegeliana nutriram tanto a imagem de intelectuais errantes, espontâneos, intensamente polêmicos, muitas vezes ebriamente sentimentais e imprevisíveis, quanto os preconceitos contra eles que persistem até os dias de hoje. Não é por acaso que a geração de Feuerbach, Heine e...

Uso de Argumentos Religiosos em Discursos Jurídicos de Aplicação à luz da Obra Recente de Jürgen Habermas

            O texto abaixo é a versão escrita da comunicação que apresentei na última quinta-feira, dia 7 de outubro de 2010, na Sessão Habermas do XIV Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof). É possível que eu venha a publicar uma versão estendida desse texto num volume da Revista Ethic@ especialmente dedicado à publicação de textos comunicados durante esta Anpof. Talvez seja interessante fazer aqui algumas ressalvas que fiz também na minha apresentação na Anpof: Sou ateu, não tenho nenhum interesse particular na aceitação de argumentos religiosos, não partilho do mesmo otimismo de Habermas quanto ao estoque de intuições morais das religiões e, nos dois casos concretos que cito abaixo, teria decidido em contrário aos argumentos religiosos que foram usados pelas partes. Digo isso para que não se pense que estou aqui fazendo algum malabarismo teórico ou hermenêutico para dar entrada no espaço público jud...