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Série: Argumentos Ridículos que Você Deve Evitar e Combater (1)

"Por que não acreditar em Deus (na alma, no amor, na lei moral etc.)? Apenas porque ninguém nunca viu? Mas o ar (a gravidade, a eletricidade, o átomo) também ninguém nunca viu, e nem por isso dizemos que não existe." Esse argumento é ridículo pelos seguintes motivos: 1) Compara a existência de seres não físicos com a existência de fenômenos físicos. O fato de não se poder ver Deus, a alma, o amor, a lei moral deriva da própria natureza desses seres, enquanto o fato de não se poder ver o ar, a gravidade, a eletricidade, o átomo deriva das limitações da visão humana. Se a acuidade do olho humano fosse maior ou a interação entre a luz e a visão fossem diferentes, seria possível ver todos os fenômenos físicos do segundo grupo, enquanto os seres não físicos do primeiro grupo não poderiam ser vistos sob hipótese alguma. 2) Abriga o seguinte raciocínio tosco: Se há fenômenos que não podemos ver, mas em cuja existência acreditamos, isso é um bom motivo para dar crédito a hipóte...

Axel Honneth: Dignidade, Reconhecimento, Solidariedade

Há textos capazes de mudar a nossa vida. O "Discurso do método", "A República", a "Fundamentação da Metafísica dos Costumes", a "Teoria da Ação Comunicativa", "A Condição Humana", "Depois da Virtude" foram para mim textos determinantes de meu modo de ser e de pensar. Esse rol acabou de ser ampliado pela adição de "Integridade e Respeito: Princípios de uma Concepção de Moralidade Baseada numa Teoria do Reconhecimento", de Axel Honneth. Tive que ler e estudar o texto para apresentá-lo na disciplina Filosofia Política I, ministrada pelo Prof. Denílson Werle, na Pós-Graduação de Filosofia da UFSC. O texto, que funciona como um resumo da obra "A Luta pelo Reconhecimento", me produziu um impacto profundo, abrindo a possibilidade de uma nova percepção do direito, da moral, da política e da sociedade. Reabriu também meu diálogo com Hegel e com a Psicanálise. Agradeço imensamente ao Denílson por me ter proporcionad...